NOVA IGUAÇU - O secretário de Cultura de Nova Iguaçu, Wagner D’Almeida, disse nesta sexta-feira (8), que vai pedir à Cedae a reparação dos danos causados na quinta-feira às ruínas da Fazenda São Bernardino, localizada em Iguaçu Velho e tida como um dos marcos históricos e arquitetônicos da Baixada Fluminense.
“Já temos fotos e testemunhas do crime, que serão arroladas”, disse.
D’Almeida passou a tarde desta sexta-feira alinhavando com o Procurador-Geral do Município, Tiago Barbosa, as medidas que serão tomadas na Justiça, na segunda-feira. “O que a gente sabe até agora é que arrancaram tijolos de uma das paredes para usar como entulho e tapar um buraco. O absurdo dessa explicação chega a ser pior do que a própria ação criminosa”, reagiu.
Fotos postadas na internet registraram o crime ambiental, com a invasão, nas ruínas, de uma pá mecânica, pilotada por um homem ainda não identificado, e também de um caminhão com a logomarca da Companhia Estadual de Águas e Esgotos, que estariam a serviço da regional de Belford Roxo.
D’Almeida voltou nesta sexta-feira à Fazenda São Bernardino, acompanhado do gestor de Centro de Memória de Nova Iguaçu, professor Allofs Daniel Batista, para fazer uma avaliação dos estragos.
“O prefeito já nos deu carta branca. Vamos iniciar uma série de ações com apoio das secretarias municipais de Obras e Serviços Públicos e do Meio Ambiente, visando a preservação das ruínas. Guardadas as devidas proporções, a Fazenda São Bernardino poderia ser o Coliseu da Baixada Fluminense”, disse o secretário, anunciando uma força tarefa da Empresa de Limpeza Urbana (Emlurb) já nesta segunda-feira, para fazer a faxina da fazenda, que vai ganhar também cercamento, iluminação e vigilância 24 horas.
“A Fazenda São Bernardino é um bem da Baixada, do Estado e do País. Só que a prefeitura não pode fazer tudo sozinha, porque o orçamento municipal é um cobertor curto. A cidade precisa do envolvimento dos governos federal e estadual, dos historiadores e da própria sociedade civil organizada”, defendeu o secretário, que já estuda com o Iphan e o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – Inepac, a criação do sítio arqueológico da cidade de Nova Iguaçu.
Via PMNI
09/04/2016





Se essas ruínas abandonadas são tão importantes assim, por quê não cercam e colocam vigias? estive lá e não há ninguém tomando conta.
ResponderExcluirSe essas ruínas abandonadas são tão importantes assim, por quê não cercam e colocam vigias? estive lá e não há ninguém tomando conta.
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