
O delegado Luis Otávio Franco trabalha com a hipótese de vingança, mas ainda não há nada confirmado / Foto: Urbano Erbiste / Extra
QUEIMADOS - O delegado da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Luis Otávio Franco, vai ouvir parentes das vítimas da chacina que aconteceu em Queimados, Baixada Fluminense, na madrugada deste sábado. Ele adiantou que trabalha com a hipótese de vingança, mas, ainda, não há nada que confirme isso.
Testemunhas disseram que os quatro homens, entre eles um menor de idade, de 16 anos, foram mortos em um bar no bairro Nossa Senhora da Glória por uma pessoa que passou em um carro branco e atirou. No entanto, Luis Otávio afirmou que foram encontradas cápsulas de duas armas diferentes, o que poderia indicar que mais de uma pessoa participou do crime. Nem a marca do carro, nem a placa do veículo foram identificadas ainda.
— A gente tem informação de que os criminosos pararam o carro e, pelo menos um, desceu do carro para efetuar os tiros, depois se evadiram — informou o delegado.
A Polícia ainda não sabe o que teria motivado o crime e já solicitou imagens de câmeras de segurança da região — onde atua uma milícia — que possam ajudar na investigação.
— Pela forma (como aconteceu), pode ser uma vingança, mas ainda não temos nada apurado nesse sentido. Houve um homicídio ontem em Queimados, mais cedo, e a gente vai ver se os dois crimes têm alguma ligação — afirmou Luis Otávio: — A maioria dos homicídios na Baixada, de fato, é responsabilidade da milícia e, quando não, dos traficantes. Nossa linha inicial de investigação vai partir daí, mas precisamos retornar ao local para amadurecer isso.
Ainda não há informações de quantos tiros foram efetuados pelos criminosos, mas a perícia no local já foi feita e foram encontradas muitas balas de calibres 380 e de 9mm — este última arma é de uso restrito da polícia. A reportagem do EXTRA contou pelo menos 22 marcas de tiros no bar. Segundo uma testemunha, não havia outras pessoas no local no momento do crime, que aconteceu por volta de 1h da manhã, porque o bar fecha às 20h.
— Nós ouvimos muitos, muitos tiros, enquanto estávamos dormindo — disse um morador, que não quis se identificar, mas que afirmou não conhecer as vítimas.
A reportagem do EXTRA contou pelo menos 22 marcas de tiros no bar Foto: Urbano Erbiste / Extra
Ainda de acordo com o delegado, a princípio as vítimas não tinham passagem pela polícia, com exceção do menor, de 16 anos, que tinha uma anotação, mas que não é classificada como crime.
Via: Extra
por: Elisa Clavery
10/04/2016




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